quinta-feira, 26 de agosto de 2010


já é carnaval.



e essa alegoria toda
como vim parar dentro da fantasia ?

é pesada a fantasia, esse glamour me deixa sem ar
me prende a cintura essa roupa inteira
prejudica demais o meu caminhar

me ofusca a vista esse penacho
me tira o foco esse penachos
consulto o espelho pra ver a quantas anda
e o pior se confirma
a maquiagem foi arrastada de tanto suar


o que fazer sem esse enredo que custou tanto montar ?

domingo, 15 de novembro de 2009

Contas separadas.

Parei de pagar pelos erros do passado.
Parei de pagar por erros dos outros.

Agora só respondo por mim e pelos meus gatos.

Hoje deixei passar e não desceu bem.

Não vai aconteçer de novo.

Já paguei o que devia e quem me diminuir por qualquer motivo que eu não mereça vai ficar me devendo. E eu vou cobrar.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Placebo - Battle for the Sun

Acho redundancia dizer que o Placebo mudou.
Todo fan sentiu isso ao ouvir este ultimo disco e não estou falando apenas da saída do baterista Steve Hewitt mas sim da elegancia que a banda deixou pra trás.
Vamos concordar aqui que "Cenizero cenizero mi corazon mi cenizero" não é frase pra se começar musica. Como fan de longa data gostei de ver uma musica com o nome da anterior da banda mas isso tambem mostra que a capacidade de Brian Molko de escrever letras anda degradada ultimamente.

Ao longo do disco Brian recorre a milhares de cliches das letras em ingles e outras referencias que ele ja usava e abusava antigamente. Alem de reciclar versos e melodias das musicas LadoB que eles lançavam entre um disco e outro.
Dito isso, a execução vocal de Brian ainda salva as letras mais fracas.

A banda tambem sofre influencia notavel dos musicos de apoio que passaram a fazer parte da banda nas turnes. Esse disco vem com muito mais teclados, orquestras, efeitos e até um naipe de sopros (!!!!).

Mesmo com algumas mudanças a banda ainda apresenta a sonoridade esperada e musicas bem acabadas. Battle for the Sun está longe de ser o melhor disco do Placebo mas não fica muito abaixo da média.

Pra conheçer o disco ?
- Kitty Litter apresenta um Placebo roqueiro lembrando os tempos de 36 Degrees e Bruise Pristine.
- A faixa-título Battle for the Sun traz a guitarra criativa de Brian Molko que sempre teve um jeito particular de tocar e ilustra bem o início da nova fase da banda.
- Hit das boates ? The Never-ending Why, que me lembra um pouco o Garbage é a mais provável de ser encontrada na noite.
- Julien tem cara de LadoB. No bom sentido da expressão.

De modo geral, as mudanças assutam mas o disco agrada depois da 3ª audição.

Se me perguntarem: Não gostei da mixagem da bateria, do equilibrio das peças e da masterização. Que distorçe demais. Mas eh esse o padrão atual. Mesmo assim a voz soa bem em todas as musicas e a banda traz como sempre timbres diferentes das bandas de rock/pop atual.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Black Kids - Partie Traumatic

Black Kids

Demorei pra me deparar com esse disco. Ainda bem que tenho amigo que nao esquecem de mim pra contar (tardias) novidades.

Esse disco alegra minhas tardes tediosas e faz aquelas manhas chuvosas ao caminho do trabalho ficarem surpreendentemente curtas. Impressionante.

Trata-se de uma banda americana da Florida, o que surpreende.
As letras obviamente não acrescentam muita coisa mas acho que os Black Kids não vieram pra mudar o mundo e sim pra fazer ele mais feliz e dançante. A banda me lembra o The Cure na época de Kiss Me Kiss Me Kiss Me e isso é muito bom.

Depois de algumas ouvidas eu destaco Partie Traumatic, a faixa-titulo do disco. Hit inevitável daquela sexta feira indo pra casa já pensando na roupa que vai usar pra sair.

Listen to you body tonight e Not gonna teach your boyfriend how to dance with you são hits monstruosos ! Se toda musica pop fosse assim eu até veria MTV.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Everyone wants to be found.

terça-feira, 19 de maio de 2009

bla bla bla

Me acostumei a olhar a pessoas a minha volta.
Me habituei a julga-las e tentar entende-las a partir da minha otica.

Não sei bem o que é que vejo quando considero alguem adulto.
Mas vez ou outra concluo que alguem é adulto...
e é legal. Ser adulto difere de ser velho.

sabe-se que olho pouco pra mim mesmo.

Da minha cadeira de balanço,
acho que somos mais adultos do que vemos.

não pensei ainda sobre a diferença entre adulto e maduro.
Papai e mamae são adultos.
Maduros ¿
Respondo quando tiver maturidade.

Mas nós somos adultos.

Mesmo achando que não mudamos nada.

terça-feira, 21 de abril de 2009

voce pode me contar o contrario, eu nao vou discordar prontamente
mas eu penso que o pretexto da arte é o impossível
o improvável

frequentemente é a descrição dos desejos
a materialização do ideal, dos temores e dos anseios.


ao chegar no final de uma leitura, de um filme e especialmente no fim dos espetaculos
uma questão me invade a cabeça:
Eu aproveitei tudo que podia ?


cara.....será que eu vi tudo ?
será que eu entendi ?

....

invejo os escritores.
invejo quem consegue descrever tão bem os sentimentos.
confesso que a beleza do cinema me deixa insatisfeito com a vida.

toda essa profusão de imagens, sons, trilhas, olhares, fotografias, vozes, intenções.
toda essa intensidade, essas concentração de simbolos.


se eu contasse meu ultimo ano em 120 minutos, é provalvel que eu fosse indicado ao oscar (não pela atuação)

mas essa maestria do cinema me oprime. Essa arte me atinge de modos que penso não estar vivendo como deveria. Essas historias condensadas em duas horas me fazem repensar.

sempre saio do cinema pensando se eu não estou fazendo tudo errado

Hoje vou fazer minha vida virar historia de filme.
Hoje vou ser a letra dessa musica.
Hoje vou te olhar nos olhos como te olhei naquela foto.

hoje eu vou ser arte